Nível de confiança volta a subir entre comércio e consumidores

Junho 8, 2016 Sem comentários »

Apesar do crescente desemprego e do constrangedor cenário político do País, a recente mudança de comando do País fez com que o nível de confiança de consumidores e empresários voltasse a subir em junho. Enquanto o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC) apresenta crescimento de 6,2% em relação ao mês de maio, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) também mostra uma elevação expressiva de 22,5%, frente ao índice passando de 75,8 pontos para 92,9 pontos nesta última medição. As informações foram divulgadas, ontem, pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE).

O resultado do ICC de junho derivou do aumento combinado dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente subiu 3,7%, passando de 82,4 pontos em maio para 85,5 pontos neste mês; o Índice de Situação Futura avançou 7,6%, atingindo 113,6 pontos. Acompanhando a melhora da confiança, a pretensão de compras teve avanço de 7,1%, passando de 35,8% (maio), para 42,9% neste mês. Essa taxa também é superior à verificada no mesmo mês do ano passado, de 37,1%, podendo sugerir uma retomada de consumo como resultado da melhoria da confiança, conforme o levantamento.
Por sua vez, o valor médio das compras ficou praticamente estável, ao passar de R$ 309,23 para R$ 304,69 entre maio e junho. Neste mês, a intenção de compra mostra-se superior para as mulheres (44,6%), mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (58,3%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (48,8%). Os produtos mais procurados são: artigos de vestuário, citados por 21,7% dos entrevistados; televisores (17,9%); aparelhos de telefonia celular (14,7%); calçados (13%); móveis e artigos de decoração (12,7%); geladeira e refrigeradores (11,8%); e máquina de lavar roupa (10,4%).

Otimismo
As mudanças do cenário político também elevaram a confiança do empresário do comércio. De periodicidade bimestral, o Icec do terceiro bimestre do ano (maio-junho) mostra uma elevação expressiva de 22,5% após recuar 2,9% no bimestre anterior. O componente Índice de Situação Presente (ISP) teve uma melhora de 12,2%, passando de 45,5 para 51,1 pontos, neste bimestre. Apesar da expressiva melhora percentual, a baixa pontuação é motivo de preocupação e reflete o desânimo dos empresários do comércio com o atual momento econômico, com 43,3% dos entrevistados acreditando que as condições gerais da economia nacional pioraram muito nos últimos doze meses.
As perspectivas para o futuro, refletidas no Índice de Expectativas Futuras – IEF, são melhores em termos absolutos e estão no campo que indica otimismo, tendo sido observado melhoria de 34,9%, com o índice passando de 95,5 pontos, em abril, para 128,9 pontos neste mês. A absoluta maioria dos entrevistados (82,3%) acreditam que o cenário tende a melhorar nos próximos seis meses, com aumento das vendas (77,1%) e da oferta de empregos (43,2%).

Enquanto isso, a expectativa dos consumidores, medida pelo percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis, teve incremento em junho, passando de 28,2%, em maio, para 30,8% neste mês. No perfil daqueles com maior disposição para as compras se destacam os consumidores do gênero masculino (32,3%), do grupo entre de 25 e 34 anos (33,1%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (48,4%).

Receio persiste
Apesar do otimismo, consumidores e empresários estão receosos quanto à retomada da economia. Por um lado, 50,4% dos consumidores de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento recebe influências da percepção da inflação, da piora nas condições do crédito e do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.
O empresariado tem segurado as intenções de investimento. O índice que mede essa pretensão (IIE) registrou crescimento mais modesto, de 8,7%, com o índice passando de 79,9 pontos em abril para 86,9 pontos neste mês. Apesar do sentimento de otimismo com a economia brasileira e o cenário projetado de crescimento das vendas, apenas 17,5% dos entrevistados esperam maior investimento em seus estoques.

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